Portuguese poem
Beatriz
by João de Deus
Tu és o cheiro que exhala Ao ir-se abrindo uma flôr, Tu és o collo que embala Suas primicias d'amor.
Tu és um beijo materno, Tu és um riso infantil; Sol entre as nuvens do inverno, Rosa entre as flôres d'abril.
Tu és a rosa de maio, Tu és a flammula azul, Que atam á flecha do raio As nuvens negras do sul.
Tu és a nuvem d'agosto, Meu alvo vello de lã! Tu és a luz do sol-posto, Tu és a luz da manhã.
Tu és a timida corça Que mal se deixa avistar; Tu és a trança que a força Do vento leva no ar.
És a perola que salta Do niveo calix da flôr; És o aljofar que esmalta Virgineas rosas d'amor.
És a roseira que a custo Levanta os cachos do chão, És a vergontea do arbusto, Anjo do meu coração!
Tu és a agua das fontes, Tu és a espuma do mar, Tu és o lirio dos montes, Tu és a hostia do altar.
És o pimpolho, és o gommo, És um renovo d'amor; Tu és o vedado pomo... Tu és a minha Leonor...
Tu és a Laura que eu amo, E a minha Taboa da Lei, E a pomba que trouxe o ramo, E a margarida que achei.
És o lirio, és a bonina Dos valles do meu paiz; És a minha Catharina... És a minha Beatriz!
Coimbra.
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