Portuguese poem
Vilancete de Dom Joan a ũa escrava sua
Cativo sam de cativa, servo dũa servidor, senhora de seu senhor:
Porque sua fermosura, sua gracia gratis data, o triste que tarde mata é por mór desaventura. Que mais vaI a sepultura de quem é seu servidor qu'a vida de seu senhor.
Nam me dá catividade nem vida pera viver nem dita pera morrer, e comprir sua vontade, mas paixám sem piedade, ũa dor sobr'outra dor, que fez servo do senhor.
Assi moiro mans' e manso, nunca leixo de penar nem desejo mais descanso que morrer por acabar. Oh! que triste desejar, para quem con tanta dor se fez servo do senhor.