Portuguese poem
Iv
by José da Silva Mendes Leal (1820–1886)
No ardor que o move, a mão comprime ao peito ingente, Absorto fica, e de repente O tolhe, e todo o enleva, um extasi sem par. Encontrára no seio a leve miniatura, Que o filho, o filho tenro, ao vivo lhe figura, E n'elle o amor, a esposa, o lar.
Humanou-se o colosso. O tenue quadro encara; Revê na mente a imagem cara; Quer-lhe, apesar da sombra, o rosto distinguir; Um rosto angelical, alvo, louro, rosado, Candido lyrio em flor, de purpura orvalhado, Que estrélla a noite, e a faz sorrir.
Foi prenda conjugal. Ao recebel-a o esposo, Rompia o choque pavoroso Da batalha que abriu as portas de Moskow! Com saudades talvez, talvez tambem com prantos, O grão conquistador anceia affectos santos... É pae!--Depois continuou: