Versos Portuguese José Maria do Amaral Tristeza Amarga

Portuguese poem

Tristeza Amarga

by (1813–1885)

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Não chames sonhos a tristeza e dores Do coração que chora a mocidade, Na tarde triste da tristonha idade, Que é tronco seco onde morreram flores.

Sonhos não são; nem são já sonhadores Os que da vida sabem a verdade; Dor pungente e real é a saudade Do tempo em que de nós fomos senhores.

Nossos não somos já, senão da morte, Quando entre o mundo está e a sepultura Em fase derradeira, a nossa sorte;

Quem pode então lembrar, sem amargura, Tenha embora o vigor do ânimo forte, Que vai da vida a luz ser noite escura!