Portuguese poem
Tristezas de minha alma tão sentidas
by José Maria do Amaral (1813–1885)
Tristezas de minha alma tão sentidas, Que sois doces memórias do passado, Do tempo já vivido, e tão lembrado, Ainda me dais as horas já perdidas!
Horas de tanto bem, tão bem vividas, Quando vivi feliz e descuidado, Sejam ao coração desenganado Sonhos que enganem dores tão gemidas
Tem hoje o meu viver tal agonia, Que é doçura a tristeza da saudade, E a saudade do tempo é poesia.
Flores da quadra sois da mocidade, Minha velhice em vós se refugia, Tristezas de minha alma em soledade...