Portuguese poem
Arda de raiva contra mim a intriga
Arda de raiva contra mim a intriga, Morra de dor a inveja insaciável; Destile seu veneno detestável A vil calúnia, pérfida inimiga.
Una-se todo, em traiçoeira liga, Contra mim só, o mundo miserável. Alimente por mim ódio entranhável O coração da terra que me abriga.
Sei rir-me da vaidade dos humanos; Sei desprezar um nome não preciso; Sei insultar uns cálculos insanos.
Durmo feliz sobre o suave riso De uns lábios de mulher gentis, ufanos; E o mais que os homens são, desprezo e piso.