Portuguese poem
A Huma Dama Doente
Mote.
Da doença, em que ora ardeis, Eu fôra vossa mézinha Só com vós serdes a minha.
Voltas.
He muito para notar Cura tão bem acertada, Que podereis ser curada Somente com me curar. Se quereis, Dama, trocar, Ambos temos a mézinha, Eu a vossa, e vós a minha.
Olhae, que não quer Amor, (Porque fiquemos iguais) Pois meu ardor não curais, Que se cure vosso ardor. Eu cá sinto vossa dor; E se vós sentis a minha, Dae e tomae a mézinha.
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