Portuguese poem
Agora toma a espada, agora a pena
Agora toma a espada, agora a pena, Estacio nosso, em ambas celebrado, Sendo, ou no salso mar de Marte amado, Ou n'água doce amante da Camena.
Cysne sonoro por ribeira amena De mi para cantar-te he cobiçado; Porque não podes tu ser bem cantado De ruda frauta, nem de agreste avena.
Se eu, que a penna tomei, tomei a espada, Para poder jogar licença tenho Desta alta influïção de dous Planetas;
Com huma e outra luz delles lograda, Tu com pujante braço, ardente engenho, Serás pharo a Soldados e a Poetas.