Portuguese poem
Alegres campos, verdes arvoredos
Alegres campos, verdes arvoredos, Claras e frescas águas de crystal, Que em vós os debuxais ao natural, Discorrendo da altura dos rochedos:
Sylvestres montes, asperos penedos Compostos de concêrto desigual; Sabei que sem licença de meu mal Ja não podeis fazer meus olhos ledos.
E pois ja me não vêdes como vistes, Não me alegrem verduras deleitosas, Nem águas que correndo alegres vem.
Semearei em vós lembranças tristes, Regar-vos-hei com lagrimas saudosas, E nascerão saudades de meu bem.