Portuguese poem
Alma gentil, que á firme eternidade
Alma gentil, que á firme eternidade Subiste clara e valerosamente, Cá durará de ti perpetuamente A fama, a gloria, o nome e a saudade.
Não sei se he mor espanto em tal idade Deixar de teu valor inveja á gente, Se hum peito de diamante, ou de serpente, Fazeres que se mova a piedade.
Invejosa da tua acho mil sortes, E a minha mais que todas invejosa, Pois ao teu mal o meu tanto igualaste.
Oh ditoso morrer! sorte ditosa! Pois o que não se alcança com mil mortes, Tu com huma só morte o alcançaste.