Portuguese poem
Ah minha Dinamene! assi deixaste
Ah minha Dinamene! assi deixaste Quem nunca deixar pôde de querer-te! Que ja, Nympha gentil, não possa ver-te! Que tão veloz a vida desprezaste!
Como por tempo eterno te apartaste De quem tão longe andava de perder-te? Puderão essas ágoas defender-te Que não visses quem tanto magoaste?
Nem somente fallar-te a dura morte Me deixou, qu'apressada o negro manto Lançar sôbre os teus olhos consentiste.
Oh mar! oh ceo! oh minha escura sorte! Qual vida perderei que valha tanto, Se inda tenho por pouco o viver triste?