Portuguese poem
Chara minha inimiga, em cuja mão
Chara minha inimiga, em cuja mão Poz meus contentamentos a ventura, Faltou-te a ti na terra sepultura, Porque me falte a mi consolação.
Eternamente as águas lograrão A tua peregrina formosura: Mas em quanto me a mim a vida dura, Sempre viva em minha alma te acharão.
E se meus rudos versos podem tanto, Que possão prometter-te longa historia De aquelle amor tão puro e verdadeiro;
Celebrada serás sempre em meu canto: Porque em quanto no mundo houver memoria, Será a minha escriptura o teu letreiro.