Portuguese poem
Chorai, Ninfas, os fados poderosos
Chorai, Ninfas, os fados poderosos daquela soberana fermosura! Onde foram parar na sepultura aqueles reais olhos graciosos?
Ó bens do mundo, falsos e enganosos! Que mágoas para ouvir! Que tal figura jaza sem resplendor na terra dura, com tal rostro e cabelos tão fermosos!
Das outras que será, pois poder teve a morte sobre cousa tanto bela que ela eclipsava a luz do claro dia?
Mas o mundo não era digno dela; por isso mais na terra não esteve: ao Céu subiu, que já se lhe devia.