Portuguese poem
Com que voz chorarei meu triste fado
Com que voz chorarei meu triste fado, que em tão dura prisão me sepultou, que mor não seja a dor que me deixou o tempo, de meu bem desenganado?
Mas chorar não se estima neste estado, onde suspirar nunca aproveitou; triste quero viver, pois se mudou em tristeza a alegria do passado.
Assi a vida passo descontente, ao som nesta prisão do grilhão duro que lastima o pé que o sofre e sente!
De tanto mal a causa é amor puro, devido a quem de mi tenho ausente por quem a vida, e bens dela, aventuro.