Portuguese poem
Com voz desordenada, sem sentido
Com voz desordenada, sem sentido, e com olhos de lágrimas cobertos, soltava o peito em ásperos desertos entre um vale escuro, empedernido,
Silvano triste, a quem endurecido têm de uma bela Ninfa os desconcertos, perdendo a esperança dos incertos bens em que a Fortuna o há metido;
mas, volto em si um pouco, perguntava asi por si o pastor; desta tristeza levanta o coração já desmaiado
e canta, como quem melhor se achava: «Não desmaies, esprito, na pobreza, que a fortuna à razão é mau treslado!»