Portuguese poem
Cá nesta Babylonia donde mana
Cá nesta Babylonia donde mana Materia a quanto mal o mundo cria; Cá donde o puro Amor não tẽe valia; Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;
Cá donde o mal se affina, o bem se dana, E póde mais que a honra a tyrannia; Cá donde a errada e cega Monarchia Cuida que hum nome vão a Deos engana;
Cá neste labyrintho onde a Nobreza, O Valor e o Saber pedindo vão Ás portas da Cobiça e da Vileza;
Cá neste escuro caos de confusão Cumprindo o curso estou da natureza. Vê se me esquecerei de ti, Sião!