Portuguese poem
Ar, que de meus suspiros vejo cheio
Ar, que de meus suspiros vejo cheio; Terra, cansada ja com meu tormento; Agua, que com mil lagrimas sustento; Fogo, que mais accendo no meu seio;
Em paz estais em mim; e assi o creio, Sem esse ser o vosso proprio intento; Pois em dor onde falta o soffrimento, A vida se sostem por vosso meio.
Ai imiga Fortuna! ai vingativo Amor! a que discursos por vós venho, Sem nunca vos mover com minha mágoa!
Se me quereis matar, para que vivo? E como vivo, se contrarios tenho Fogo, Fortuna, Amor, Ar, Terra e Agoa?