Portuguese poem
Aquella triste e leda madrugada
Aquella triste e leda madrugada, Cheia toda de mágoa e de piedade, Em quanto houver no mundo saudade Quero que seja sempre celebrada.
Ella só, quando amena e marchetada Sahia, dando á terra claridade, Vio apartar-se de huma outra vontade, Que nunca poderá ver-se apartada
Ella só vio as lagrimas em fio, Que de huns e de outros olhos derivadas, Juntando-se, formárão largo rio
Ella ouvio as palavras magoadas, Que puderão tornar o fogo frio, E dar descanço ás almas condemnadas.