Portuguese poem
Brandas águas do Tejo que, passando
Brandas águas do Tejo que, passando Por estes verdes campos que regais, Plantas, hervas, e flores, e animais, Pastores, Nymphas, ides alegrando;
Não sei, (ah doces águas!) não sei quando Vos tornarei a ver; que mágoas tais, Vendo como vos deixo, me causais, Que de tornar ja vou desconfiando.
Ordenou o destino, desejoso De converter meus gostos em pezares, Partida que me vai custando tanto.
Saudoso de vós, delle queixoso, Encherei de suspiros outros ares, Turbarei outras águas com meu pranto.