Portuguese poem
Em um batel que com doce meneio
Em um batel que com doce meneio o aurífero Tejo dividia, vi belas damas ou, melhor diria, belas estrelas, e um Sol no meio.
As delicadas filhas de Nereio, com mil cordas de doce harmonia, iam amarrando a bela companhia que, se eu não erro, por honrá-las veio.
Ó fermosas Nereidas que, cantando, lograis aquela vista tão serena que a vida, em tantos males, quer trazer-me:
dizei-lhe que olhe que se vai passando o curto tempo e, a tão longa pena, o espírito é pronto, a carne enferma.