Portuguese poem
Em formosa Lethea se confia
Em formosa Lethea se confia, Por onde vaidade tanta alcança, Que, tornada em soberba a confiança, Com os deoses celestes competia.
Porque não fosse avante esta ousadia, (Que nascem muitos erros da tardança) Em effeito puzerão a vingança Que tamanha doudice merecia.
Mas Oleno, perdido por Lethea, Não lhe soffrendo Amor que supportasse Duro castigo em tanta formosura,
Quiz a pena tomar da culpa alhea: Mas, porque a Morte Amor não apartasse, Ambos tornados são em pedra dura.