Portuguese poem
Memórias ofendidas que um só dia
Memórias ofendidas que um só dia me não deixais em paz o pensamento, não me daneis o gosto do tormento, que quem vos ofendeu vos defendia.
Que me quereis? Olhai que se injuria convosco o delicado sentimento que me ficou do eterno apartamento de quem já tem desfeita a morte fria.
Deixaram-me co a mágoa das ofensas; levaram um remédio só que tinha. Quem irá vencer a pena que alma sente,
onde achará do dano as recompensas, se ainda de ser triste a dita minha me não deixa um momento ser contente?