Portuguese poem
Mal, que de tempo em tempo vás crescendo
Mal, que de tempo em tempo vás crescendo, Quem te visse de hum bem acompanhado! A vida passaria descansado, Da morte não temêra o rosto horrendo.
Se os vãos cuidados fôra convertendo Em suspiros que dão outro cuidado, Oh quão prudente, oh quão affortunado A capella do louro irá tecendo!
Tempo he ja de esquecer contentamentos Passados, co'a esperança que passou, E de que triumphem novos pensamentos.
A fé, que viva n'alma me ficou, Dê ja fim aos caducos ardimentos A que o passado bem se condemnou.