Portuguese poem
Levantai, minhas Tagides, a frente
Levantai, minhas Tagides, a frente, Deixando o Tejo ás sombras nemorosas; Dourai o valle umbroso, as frescas rosas, E o monte com as árvores frondente.
Fique de vós hum pouco o rio ausente, Cessem agora as lyras numerosas, Cesse vosso lavor, Nymphas formosas, Cesse da fonte vossa a grã corrente.
Vinde a ver a Theodosio grande e claro, A quem ’stá offrecendo maior canto Na cithara dourada o louro Apolo.
Minerva do saber dá-lhe o dom raro, Pallas lhe dá o valor de mais espanto, E a Fama o leva ja de pólo a pólo.