Portuguese poem
Moradoras gentis e delicadas
Moradoras gentis e delicadas Do claro e aureo Tejo, que metidas Estais em suas grutas escondidas, E com doce repouso socegadas;
Agora esteis de amores inflammadas, Nos crystallinos paços entretidas; Agora no exercicio embevecidas Das télas de ouro puro matizadas;
Movei dos lindos rostos a luz pura De vossos olhos bellos, consentindo Que lagrimas derramem de tristura.
E assi com dor mais propria ireis ouvindo As queixas que derramo da Ventura, Que com penas de Amor me vai seguindo.