Versos Portuguese Luís Vaz de Camões Moradoras gentis e delicadas

Portuguese poem

Moradoras gentis e delicadas

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Moradoras gentis e delicadas Do claro e aureo Tejo, que metidas Estais em suas grutas escondidas, E com doce repouso socegadas;

Agora esteis de amores inflammadas, Nos crystallinos paços entretidas; Agora no exercicio embevecidas Das télas de ouro puro matizadas;

Movei dos lindos rostos a luz pura De vossos olhos bellos, consentindo Que lagrimas derramem de tristura.

E assi com dor mais propria ireis ouvindo As queixas que derramo da Ventura, Que com penas de Amor me vai seguindo.