Portuguese poem
Na margem de hum ribeiro, que fendia
Na margem de hum ribeiro, que fendia Com liquido crystal hum verde prado, O triste pastor Liso debruçado Sôbre o tronco de hum freixo assi dizia:
Ah Natercia cruel! quem te desvia Esse cuidado teu do meu cuidado? Se tanto hei de penar desenganado, Enganado de ti viver queria.
Que foi de aquella fé que tu me déste? D'aquelle puro amor que me mostraste? Quem tudo trocar pôde tão asinha?
Quando esses olhos teus n'outro puzeste, Como te não lembrou que me juraste Por toda a sua luz que eras só minha?