Portuguese poem
Naiades, vós que os rios habitais
Naiades, vós que os rios habitais, Que os saudosos campos vão regando, De meus olhos vereis estar manando Outros que quasi aos vossos são iguais.
Dryades, que com setta sempre andais Os fugitivos cervos derribando, Outros olhos vereis, que triumphando Derribão corações, que valem mais.
Deixai logo as aljavas e águas frias, E vinde, Nymphas bellas, se quereis, A ver como de huns olhos nascem mágoas.
Notareis como em vão passão os dias; Mas em vão não vireis, porque achareis Nos seus as settas, e nos meus as ágoas.