Portuguese poem
Na ribeira do Eufrates assentado
Na ribeira do Eufrates assentado, discorrendo me achei pela memória aquele breve bem, aquela glória, que em ti, doce Sião, tinha passado.
Da causa de meus males perguntado me foi: «Como não cantas a história de teu passado bem, e da vitória que sempre de teu mal hás alcançado?
Não sabes que, a quem canta, se lhe esquece o mal, inda que grave e rigoroso? Canta, pois, e não chores dessa sorte».
Respondo com suspiros: «Quando cresce a muita saudade, o piadoso remédio é não cantar senão a morte».