Versos Portuguese Luís Vaz de Camões O ceo, a terra, o vento socegado

Portuguese poem

O ceo, a terra, o vento socegado

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O ceo, a terra, o vento socegado, As ondas que se estendem por a areia, Os peixes que no mar o somno enfreia, O nocturno silencio repousado;

O Pescador Aonio que, deitado Onde co'o vento a água se meneia, Chorando, o nome amado em vão nomeia, Que não póde ser mais que nomeado,

Ondas, (dizia) antes que Amor me mate, Tornae-me a minha Nympha, que tão cedo Me fizestes á morte estar sujeita.

Ninguem responde; o mar de longe bate; Move-se brandamente o arvoredo; Leva-lhe o vento a voz, qu'ao vento deita.