Portuguese poem
O ceo, a terra, o vento socegado
O ceo, a terra, o vento socegado, As ondas que se estendem por a areia, Os peixes que no mar o somno enfreia, O nocturno silencio repousado;
O Pescador Aonio que, deitado Onde co'o vento a água se meneia, Chorando, o nome amado em vão nomeia, Que não póde ser mais que nomeado,
Ondas, (dizia) antes que Amor me mate, Tornae-me a minha Nympha, que tão cedo Me fizestes á morte estar sujeita.
Ninguem responde; o mar de longe bate; Move-se brandamente o arvoredo; Leva-lhe o vento a voz, qu'ao vento deita.