Portuguese poem
Nos braços de hum Sylvano adormecendo
Nos braços de hum Sylvano adormecendo Se estava aquella Nympha qu'eu adoro, Pagando com a boca o doce foro, Com que os meus olhos foi escurecendo.
Oh bella Venus! porqu'estás soffrendo Que a maior formosura do teu côro Em hum poder tão vil perca o decoro Que o merito maior lhe está devendo?
Eu levarei daqui por presupposto Desta nova estranheza que fizeste, Que em ti não póde haver cousa segura.
Que, pois o claro lume, o bello rosto Áquelle monstro tão disforme déste, Não creio qu'haja Amor, senão Ventura.