Versos Portuguese Luís Vaz de Camões Nos braços de hum Sylvano adormecendo

Portuguese poem

Nos braços de hum Sylvano adormecendo

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Nos braços de hum Sylvano adormecendo Se estava aquella Nympha qu'eu adoro, Pagando com a boca o doce foro, Com que os meus olhos foi escurecendo.

Oh bella Venus! porqu'estás soffrendo Que a maior formosura do teu côro Em hum poder tão vil perca o decoro Que o merito maior lhe está devendo?

Eu levarei daqui por presupposto Desta nova estranheza que fizeste, Que em ti não póde haver cousa segura.

Que, pois o claro lume, o bello rosto Áquelle monstro tão disforme déste, Não creio qu'haja Amor, senão Ventura.