Portuguese poem
No tempo que de amor viver sohia
No tempo que de amor viver sohia, Nem sempre andava ao remo ferrolhado; Antes agora livre, agora atado, Em várias flammas variamente ardia.
Que ardesse n'hum só fogo não queria O Ceo porque tivesse exprimentado Que nem mudar as causas ao cuidado Mudança na ventura me faria.
E se algum pouco tempo andava isento, Foi como quem co'o pêzo descansou Por tornar a cansar com mais alento.
Louvado seja Amor em meu tormento, Pois para passatempo seu tomou Este meu tão cansado soffrimento!