Portuguese poem
Nem o tremendo estrépito da guerra
Nem o tremendo estrépito da guerra, com armas, com incêndios espantosos, que despacham pelouros perigosos, bastantes a abalar ũa alta serra,
podem pôr medo a quem nenhum encerra, depois que viu os olhos tão fermosos, por quem o horror nos casos pavorosos de mi todo se aparta e se desterra.
A vida posso ao fogo e ferro dar, e perdê-la em qualquer duro perigo, e nele, como Fénix, renovar.
Não pode mal haver pera comigo, de que eu já me não possa bem livrar, senão do que me ordena Amor imigo.