Portuguese poem
O raio crystallino se estendia
O raio crystallino se estendia Por o mundo da Aurora marchetada, Quando Nise, pastora delicada, Donde a vida deixava se partia.
Dos olhos, com que o sol escurecia, Levando a luz em lagrimas banhada, De si, do fado, e tempo magoada, Pondo os olhos no Ceo, assi dizia:
Nasce, sereno sol, puro e luzente; Resplandece, purpurea e branca aurora, Qualquer alma alegrando descontente;
Que a minha, sabe tu que desde agora Jamais na vida a podes ver contente, Nem tão triste nenhuma outra pastora.