Portuguese poem
Oh quanto melhor he o supremo dia
Oh quanto melhor he o supremo dia Da mansa morte, que o do nascimento! Oh quanto melhor he hum só momento, Que livra de annos tantos de agonia!
De alcançar outro bem cesse a porfia; Cesse todo applicado pensamento De tudo quanto dá contentamento, Pois só contenta ao corpo a terra fria.
O que do seu fez Deos seu despenseiro, Tẽe mais estreita conta que lhe dar: Então parece rico o ovelheiro.
Triste de quem no dia derradeiro Tẽe o suor alheio por pagar, Pois a alma ha de vender por o dinheiro!