Portuguese poem
Os vestidos Elisa revolvia
Os vestidos Elisa revolvia, Que Eneas lhe deixára por memoria; Doces despojos da passada gloria; Doces quando seu fado o consentia.
Entre elles a formosa espada via, Que instrumento, em fim, foi da triste historia; E como quem de si tinha a victoria, Fallando só com ella, assi dizia:
Formosa e nova espada, se ficaste Só porque executasses os enganos De quem te quiz deixar, em minha vida;
Sabe que tu comigo te enganaste; Que para me tirar de tantos danos Sobeja-me a tristeza da partida.