Portuguese poem
Pensamentos, que agora novamente
Pensamentos, que agora novamente Cuidados vãos em mi resuscitais, Dizei-me: E ainda não vos contentais De ter a quem vos tẽe tão descontente?
Que phantasia he esta, que presente Cad'hora ante os meus olhos me mostrais? Com huns sonhos tão vãos inda tentais Quem nem por sonhos póde ser contente?
Vejo-vos, pensamentos, alterados, E não quereis, de esquivos, declarar-me Que he isto que vos traz tão enleados?
Não mo negueis, se andais para negar-me; Porque se contra mi 'stais levantados, Eu vos ajudarei mesmo a matar-me.