Portuguese poem
Quando de minhas mágoas a comprida
Quando de minhas mágoas a comprida Maginação os olhos me adormece, Em sonhos aquella alma me apparece, Que para mi foi sonho nesta vida.
Lá n'huma soidade, onde estendida A vista por o campo desfallece, Corro apoz ella; e ella então parece Que mais de mi se alonga, compellida.
Brado: Não me fujais, sombra benina. Ella (os olhos em mi co'hum brando pejo, Como quem diz, que ja não póde ser)
Torna a fugir-me: torno a bradar: Dina... E antes que diga mene, acórdo, e vejo Que nem hum breve engano posso ter.