Versos Portuguese Luís Vaz de Camões Quantas vezes do fuso se esquecia

Portuguese poem

Quantas vezes do fuso se esquecia

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Quantas vezes do fuso se esquecia Daliana, banhando o lindo seio, Outras tantas de hum aspero receio Salteado Laurenio a côr perdia.

Ella, que a Sylvio mais que a si queria, Para podê-lo ver não tinha meio. Ora como curára o mal alheio Quem o seu mal tão mal curar podia?

Elle, que vio tão clara esta verdade, Com soluços dizia (que a espessura Inclinavão, de mágoa, a piedade):

Como póde a desordem da natura Fazer tão differentes na vontade Aos que fez tão conformes na ventura?