Portuguese poem
Quantas vezes do fuso se esquecia
Quantas vezes do fuso se esquecia Daliana, banhando o lindo seio, Outras tantas de hum aspero receio Salteado Laurenio a côr perdia.
Ella, que a Sylvio mais que a si queria, Para podê-lo ver não tinha meio. Ora como curára o mal alheio Quem o seu mal tão mal curar podia?
Elle, que vio tão clara esta verdade, Com soluços dizia (que a espessura Inclinavão, de mágoa, a piedade):
Como póde a desordem da natura Fazer tão differentes na vontade Aos que fez tão conformes na ventura?