Portuguese poem
Quando, Senhora, quis Amor que amasse
Quando, Senhora, quis Amor que amasse essa grã perfeição e gentileza, logo deu por sentença que a crueza em vosso peito amor acrescentasse.
Determinou que nada me apartasse: nem desfavor cruel, nem aspereza; mas que em minha raríssima firmeza vossa isenção cruel se executasse.
E pois tendes aqui oferecida esta alma vossa a vosso sacrifício, acabai de fartar vossa vontade.
Não lhe alargueis, Senhora, mais a vida; acabará morrendo em seu ofício, sua fé defendendo e lealdade.