Portuguese poem
Razão é já que minha confiança
Razão é já que minha confiança se deça de ũa falsa opinião; mas Amor não se rege por razão: não posso perder logo a esperança.
A vida, si; que ũa áspera mudança não deixa viver tanto um coração. E eu na morte tenho a salvação, si; mas quem a deseja não a alcança.
Forçado é logo que eu espere e viva. Ah! dura lei de Amor, que não consente quietação nũa alma que é cativa!
Se hei-de viver, enfim, forçadamente, para que quero a glória fugitiva de ũa esperança vã que me atormente?