Portuguese poem
Sentindo-se alcançada a bella esposa
Sentindo-se alcançada a bella esposa De Céphalo no crime consentido, Para os montes fugia do marido; E não sei se de astuta, ou vergonhosa.
Porque elle, em fim, soffrendo a dor ciosa, Da cegueira obrigado de Cupido, Apos ella se vai como perdido, Ja perdoando a culpa criminosa.
Deita-se aos pés da Nympha endurecida, Que do cioso engano está aggravada; Ja lhe pede perdão, ja pede a vida.
Oh fôrça d'affeição desatinada! Que da culpa contr'elle commettida, Perdão pedia á parte que he culpada!