Portuguese poem
A Folha Do Salgueiro
(Tchan-Tiú-Lin.)
Amo aquella formosa e terna moça Que, á janella encostada, arfa e suspira; Não porque tem do largo rio á margem Casa faustosa e bella.
Amo-a, porque deixou das mãos mimosas Verde folha cair nas mansas aguas.
Amo a briza de léste que sussurra, Não porque traz nas azas delicadas O perfume dos verdes pecegueiros Da oriental montanha.
Amo-a porque impelliu co'as tenues azas Ao meu batel a abandonada folha.
Se amo a mimosa folha aqui trazida, Não é porque me lembre á alma e aos olhos A renascente, a amavel primavera, Pompa e vigor dos valles.
Amo a folha por ver-lhe um nome escripto, Escripto, sim, por ella, e esse... é meu nome.