Portuguese poem
Alencar
Hão de annos volver,--não como as neves De alheios climas, de geladas cores; Hão de os annos volver, mas como as flôres, Sobre o teu nome, vividos e leves...
Tu, cearense musa, que os amores Meigos e tristes, rusticos e breves, Da indiana escreveste,--ora os escreves No volume dos patrios esplendores.
E ao tornar este sol, que te ha levado, Já não acha a tristeza. Extincto é o dia Da nossa dor, do nosso amargo espanto.
Porque o tempo implacavel e pausado, Que o homem consumiu na terra fria, Não consumiu o engenho, a flôr, o encanto...