Portuguese poem
Flor Da Mocidade[1]
Eu conheço a mais bella flôr; És tu, rosa da mocidade, Nascida, aberta para o amor. Eu conheço a mais bella flôr. Tem do céu a serena côr, E o perfume da virgindade. Eu conheço a mais bella flôr, És tu, rosa da mocidade.
Vive ás vezes na solidão, Coma filha da briza agreste. Teme acaso indiscreta mão; Vive ás vezes na solidão. Poupa a raiva do furacão Suas folhas de azul celeste. Vive ás vezes na solidão, Como filha da briza agreste.
Colhe-se antes que venha o mal, Colhe-se antes que chegue o inverno; Que a flôr morta já nada vai. Colhe-se antes que venha o mal. Quando a terra é mais jovial Todo o bem nos parece eterno. Colhe-se antes que venha o mal, Colhe-se antes que chegue o inverno.