Portuguese poem
Gonçalves Crespo
Esta musa da patria, esta saudosa Niobe dolorida, Esquece acaso a vida, Mas não esquece a morte gloriosa.
E pallida, e chorosa, Ao Tejo vôa, onde no chão caida Jaz aquella evadida Lyra da nossa America viçosa.
Com ella torna, e, dividindo os ares, Trepido, molle, doce movimento Sente nas frouxas cordas singulares.
Não é a aza do vento, Mas a sombra do filho, no momento De entrar perpetuamente os patrios lares.