Portuguese poem
I
E ella se foi n'esse clarão primeiro, Aquella esposa misera e ditosa; E elle se foi o perfido guerreiro.
Ella serena ia subindo e airosa, Elle á força de incognitos pesares Dobra a cerviz rebelde e luctuosa.
Iam assim, iam cortando os ares, Deixando embaixo as fertiles campinas, E as florestas, e os rios e os palmares.
Oh! candidas lembranças infantinas! Oh! vida alegre da primeira taba; Que aurora vos tomou, aves divinas?
Como um tronco do matto que desaba, Tudo caiu; lei barbara e funesta: O mesmo instante cria e o mesmo acaba.
De esperanças tamanhas o que resta? Uma historia, uma lagrima chorada Sobre as ultimas ramas da floresta.
A flôr do ipê a viu brotar maguada, E talvez a guardou no seio amigo, Como lembrança da estação passada.
Agora os dois, deixando o bosque antigo, E as campinas, e os rios e os palmares, Para subir ao derradeiro abrigo, Iam cortando lentamente os ares.