Portuguese poem
Lagrimas De Cêra
Passou; viu a porta aberta. Entrou; queria rezar. A vela ardia no altar. A igreja estava deserta.
Ajoelhou-se defronte Para fazer a oração; Curvou a pallida fronte E pôz os olhos no chão.
Vinha tremula e sentida. Commettêra um erro. A cruz É a ancora da vida, A esperança, a força, a luz.
Que rezou? Não sei. Benzeu-se Rapidamente. Ajustou O véu de rendas. Ergueu-se E á pia se encaminhou.
Da vela benta que ardêra, Como tranquillo fanal, Umas lagrimas de cêra Caíam no castiçal.
Ella porém não vertia Uma lagrima sequer. Tinha a fé,--a chamma a arder,-- Chorar é que não podia.