Portuguese poem
Lii
Eden de amor, ó solidão fechada, Casto asylo a que o sol dos novos dias Vai mandar, como a furto, a luz coada Pelas frestas das verdes gelosias, Guarda-os ambos; conserva-os recatada. Almas feitas de amor e de harmonias, Tecei, tecei as vividas capellas, Deixai correr sem susto as horas bellas.