Portuguese poem
Lindoya
Vem, vem das aguas, misera Moema, Senta-te aqui. As vozes lastimosas Troca pelas cantigas deleitosas, Ao pé da doce e pallida Coema.
Vós, sombras de Iguassú e de Iracema, Trazei nas mãos, trazei no collo as rosas Que o amor desabrochou e fez viçosas Nas laudas de um poema e outro poema.
Chegai, folgai, cantai. É esta, é esta De Lindoya, que a voz suave e forte Do vate celebrou, a alegre festa.
Além do amavel, gracioso porte, Vede o mimo, a ternura que lhe resta. Tanto inda é bella no seu rosto a morte!