Portuguese poem
O Desfecho
Prometeu sacudiu os braços manietados E súplice pediu a eterna compaixão, Ao ver o desfilar dos séculos que vão Pausadamente, como um dobre de finados.
Mais dez, mais cem, mais mil e mais um bilião, Uns cingidos de luz, outros ensangüentados... Súbito, sacudindo as asas de tufão, Fita-lhe a águia em cima os olhos espantados.
Pela primeira vez a víscera do herói, Que a imensa ave do céu perpetuamente rói, Deixou de renascer às raivas que a consomem.
Uma invisível mão as cadeias dilui; Frio, inerte, ao abismo um corpo morto rui; Acabara o suplício e acabara o homem.